Discordo totalmente da imagem ao lado. Sempre fui contra a proibição da publicidade direcionada ao público infantil e adolescente. E esta semana a revista Veja publicou uma pesquisa muito interessante da Turner (à qual eu já havia tido acesso no Kids and Tweens Power Brasil 2010) sobre o tema.

O estudo foi feito com 600 crianças e jovens entre 6 e 15 anos (classes A e B de São Paulo, com acesso a TV a cabo) e revelou que eles têm total consciência de quando são expostos à publicidade, e não acreditam em tudo o que veem. A maioria sabe muito bem distinguir ficção e realidade e, após serem expostos à propaganda, pesquisam mais informações sobre o produto na internet e na loja antes de pedi-lo aos pais.

Segundo o levantamento, os adolescentes se lembram mais do produto anunciado quando ele está relacionado a um personagem ou celebridade – mas o artifício só funciona quando os famosos falam a mesma linguagem que os jovens.
E mais: tanto crianças quanto adolescentes afirmaram que gostam de se ver na TV, por meio de marcas anunciadas por atores infantis ou juvenis (76% deste tipo de publicidade foram lembrados pelos entrevistados). Engana-se, porém, quem acredita que os teens creem que as celebs usam o que “vendem”.

Cabe aos pais decidir a que tipos de informações seus filhos terão acesso e, também, de negociar com eles o modo de consumo e a decisão de compra. Afinal, é inevitável que na vida adulta essas pessoas sejam diretamente afetadas pela publicidade.