
Esta foto aí em cima foi publicada no jornal Daily Mail no dia 3 de março de 2010 e não é montagem. Ela retrata uma mãe injetando botox no rosto de sua filha de 16 anos. Na verdade, Hannah começou a se submeter às injeções no rosto aos 15 anos, em uma clínica na Espanha. Agora, a própria mãe, que é esteticista, faz as aplicações.
Ok, a atitude da mãe é horrível, mas o pior foi a declaração da adolescente ao jornal: “Eu queria colocar botox por duas razões: previne rugas e todo mundo na minha escola estava falando sobre B.” Sim, B é o apelido da “brincadeira”!
Ok, Hannah tem o exemplo em casa, afinal, sua mãe, Sarah, é conhecida como a “Barbie humana” e já gastou os tubos com plásticas e liftings. Mas e essas outras adolescentes, amigas dela?
Será que é realmente a mídia de massa – que exibe excessivas imagens de corpos e rostos considerados ideais de beleza – que faz a cabeça dessas garotas ou o exemplo vem de casa?
Em minha opinião, as duas coisas influenciam, sim, mas nada melhor para responder a essa questão do que a base da formação dessas adolescentes. Uma educação que não passa valores bacanas para as crianças só pode gerar jovens sem grandes objetivos. Uma pena…

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos pelo Retrevo Gadgetology Studies – que pesquisa a relação de consumidores e gadgets – detectou que 38% dos jovens com menos de 25 anos já bisbilhotaram o histórico do celular ou o e-mail da pessoa com quem está saindo ou ficando.
É claro que isso não é privilégio (ou seria martírio?) dos teens. Porém, fica uma dúvida no ar: a tecnologia está deixando essa galerinha pirada? Particularmente, eu acho que ela simplesmente está mudando o comportamento desta geração.
Essa pesquisa em especial me fez lembrar que, na minha adolescência (e olha que não faz tanto tempo!), os meninos adoravam roubar os cadernos das meninas para xeretar as últimas páginas. Eram lá que ficavam as brincadeiras feitas para saber se “aquele cara” combinava com a gente, os rascunhos dos corações e cartinhas…

Na edição de maio da revista Atrevida, escrevi uma pequena matéria sobre as chamadas pulseiras do sexo. O assunto voltou à tona depois do estupro de uma garota em Londrina, no Paraná. Não se sabe se foram as tais das pulseiras que motivaram a agressão, mas as evidências indicam que sim.
Para explicar às leitoras como agir diante desta polêmica, entrevistei a psicóloga Cristiana Romualdo, orientadora do Instituto Kaplan. Ela disse que a adolescente deve arcar com as consequências dos seus atos. Ou seja, se a menina sair por aí usando as pulseiras, tem que saber o que pode vir a acontecer, caso se depare com um amigo mais, digamos, empolgado.
Coloquei essa declaração no texto, concordando com o que a psicóloga disse. Afinal, a função da revista é essa: informar e fazer a garota pensar no que fez ou no que pretende fazer.
Tenho certeza de que a maioria das adolescentes não assumiria o risco e, sim, guardaram suas pulseiras no fundo da gaveta. Mas será que aquelas que continuam a andar por aí com os “acessórios” têm a real noção do perigo que correm? Eu acho que não.
Há mais de cinco anos, escrevo para adolescentes. Adoro falar com este público e entender o que se passa nas cabeças e nas vidas dos teens. Por isso, aqui, vou falar de tudo o que envolve este universo.