The Runaways e a Geração Y

3 out 2010 Em: Blog

Semana passada tive a oportunidade de assistir ao filme The Runaways*, que conta a história da primeira grande banda de rock feminina do mundo. Atrizes “crepusculares” à parte, o longa é um convite à análise da adolescência na década de 1970, quando a banda foi formada. Óbvio que as experiências das garotas de The Runaways é um recorte do que acontecia na época, mas algumas cenas do filme retratam comportamentos típicos daquele momento: a distância no relacionamento entre pais e filhos, o preconceito com as meninas, o sexo casual sem proteção e o “ingênuo” desconhecimento das consequências das drogas sobre o organismo.

Naquele momento ainda era muito forte a ideia de que as meninas tinham de provar que eram tão boas quanto o sexo oposto, em todas as áreas. Talvez por isso a banda tenha tido feito tanto sucesso, com suas composições moderninhas, rebeldes e feministas.

Atualmente, no entanto, não há nada contra o que a rotulada geração Y tenha de lutar. No seminário Kids and Tweens Power 2010, psicólogos apresentaram um estudo dizendo que esta geração é a do prazer e, por isso, invejada por todas as outras. Ela desfruta daquilo que as outras gostariam: não tem medo de se expressar – ou de se expor -, possui acesso a tecnologias antes inimagináveis, é ouvida e muitas vezes compreendida pelos pais e professores, não vê o sexo como um tabu e, com aproveitamento ou não, tem acesso a todo e qualquer tipo de informação (entre outras coisas, claro).

Não digo que os jovens de hoje não têm problemas ou causas a perseguir. Muito pelo contrário: esse novo comportamento gera outros tipos de encanações e dilemas. O interessante desse paralelo de gerações é mostrar como, em pouco mais de 30 anos, a vida da juventude se transformou drasticamente. Os adolescentes passaram de meros coadjuvantes – e rebeldes – da sociedade a importantes consumidores e termômetros de futuros comportamentos. Quem é que não quer ser jovem hoje em dia?

* The Runaways estreia em 8/10 nos cinemas nacionais.

Dia Mundial da Prevenção de Gravidez na Adolescência

26 set 2010 Em: Blog

O dia 26 de setembro é dedicado à Prevenção de Gravidez na Adolescência e achei interessante destacar que, entre o período de 2004 e 2007, a gravidez de adolescentes no Brasil caiu de 28% para 20%. Segundo a educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan – que faz um trabalho muito interessante na área -, a educação sexual nas escolas é um dos principais fatores que interferem na decisão ou na condição de uma jovem de engravidar na adolescência. “É fundamental que os adolescentes não apenas saibam, mas de fato tenham consciência do porque este corpo se reproduz, o impacto que uma gravidez pode trazer na vida deles, e como evitar em um momento que eles não estão prontos para isso“, afirma a especialista do instituto.

No entanto, também é muito importante que a família, a sociedade e a mídia especializada também tenham um papel forte na difusão de informações adequadas sobre o tema. Não basta dizer que não é legal ser mãe ou pai aos 13, 14, 15 anos. É preciso reforçar a importância do sexo seguro e consciente, bem como as consequências de uma gravidez indesejada e fora de hora. #Vale_refletir

A adolescência de hoje é a mesma de ontem?

24 set 2010 Em: Blog

O baterista da banda CPM 22 e colunista da Atrevida, Ricardo Japinha, acaba de lançar o livro Qual é a Dele? – O que Você Precisa Saber Sobre os Meninos, na Visão de um Rockstar. Ele conta com a republicação de colunas da revista, cujos temas variam em torno de ficada, namoro, sexo e tudo o que envolve o assunto relacionamento no universo teen. Além disso, tem dicas bem bacanas para as meninas entenderem o que os meninos pensam – sou suspeita porque tive o prazer de editar a obra! Aproveitando o lançamento, o Japinha, muito atencioso como sempre, me concedeu uma entrevista sobre a adolescência dele e a dos dias atuais. Confira:

O que você sente que mudou da época da sua adolescência para os tempos atuais?
Sinto que a adolescência está mais dinâmica, em termos de facilidade de adaptação a situações diferentes, desafiadoras e novas ou mesmo a tecnologias recentes, como a internet e os eletrônicos. Ao mesmo tempo, perdem-se ou diminuem-se alguns valores e hábitos saudáveis, como algumas brincadeiras de rua. A velocidade de compreensão é maior, mas a profundidade dos conhecimentos e estudos parece menor.

O que é mais legal e o mais complicado de se escrever para adolescentes?
O mais legal é ter um canal direto com os jovens desta fase e poder, de certa forma, me atualizar e passar alguma experiência do que vivi para eles. O complicado às vezes são a constante mudança de hábitos, as novas manias e até as gírias. Acho também delicado o fato de poder vir a influenciar algum comportamento, por isso, tento sempre ser o mais responsável possí­vel quando escrevo, para evitar qualquer problema posterior.

Na estrada, você sente diferença entre as fãs do iní­cio da sua carreira para as fãs de hoje?
Não sinto tanta diferença, pois tive fãs apenas nesta década (de 2001 a 2010) e acredito que as mudanças ocorrem em mais tempo, como por exemplo, da minha adolescência para cá. O que vejo mais, hoje em dia, são diferenças nos gostos, que são muito influenciados pelas tendências e a mí­dia.

O que você acha que era mais legal na época da sua adolescência e o que você acha que é mais legal para os adolescentes de hoje?
Na minha adolescência ainda se jogava muita bola na rua, soltava-se muita pipa e brincava-se muito de pega-pega, esconde-esconde. Além disso, vivenciamos o começo da tecnologia, que foi algo maravilhoso, pois nunca tínhamos visto nada igual. Os adolescentes de hoje têm mais shopping centers para frequentar, celulares e internet, o que proporciona muita diversão e entretenimento também.

Você acredita que as dúvidas sobre relacionamentos são as mesmas da adolescência do passado, ou hoje elas atingiram outro ní­vel?
Neste caso, a diferença é bem grande. Os adolescentes de hoje se informam muito mais e melhor do que antigamente. Sabem de muito mais assuntos e questionam constantemente sobre suas dúvidas e discordâncias. Penso que alguns dos motivos pelos quais isso acontece são a facilidade maior de diálogo com os pais e professores (quebra de preconceitos e paradigmas), a velocidade da informação na TV e na Internet, a diminuição das regras de comportamentos, especialmente para as meninas, e o aumento da curiosidade e da liberdade em relação temas como beijar, namorar, transar…

A Família Restart e a fama instantânea

19 set 2010 Em: Blog

Venho acompanhando o estouro da banda Restart há alguns meses, principalmente após o caso #putafaltadesacanagem, episódio que tornou a banda conhecida fora do meio teen. Assim como Justin Bieber, a Restart foi descoberta pelos fãs na internet e, rapidamente, atingiu um sucesso enorme (guardadas as devidas proporções) dentre os adolescentes.

Semana passada, a banda de “happy rock” abocanhou todos os prêmios das categorias do VMB 2010 para a qual havia sido indicada: Artista do Ano, Clipe do Ano, Hit do Ano, Revelação e Artista Pop. Pe Lu, Pe Lanza, Kobe e Thomas foram vaiados pela plateia e seus fãs retribuíram as vaias “xingando muito no Twitter”. A imprensa especializada e os não-fãs, por sua vez, caíram matando, relembrado o fato de que a mesma banda levou o troféu de Melhor Música no Prêmio Multishow 2010, em agosto.

Parece-me muito óbvio, porém, que os artistas preferidos dos adolescentes ganhe prêmios cujo método de seleção seja o voto popular – pela internet. Ainda mais levando-se em conta que a banda começou a ganhar fama entre eles antes mesmo de a MTV ou as revistas teens a divulgarem.

Com certeza, para a MTV isso é interessante. Para as bandas, também. O que devemos colocar em discussão é se esses astros que surgem instantaneamente irão permanecer no showbiz graças ao seu talento. Não gosto de terminar um post com uma pergunta, mas eis uma questão para a qual ainda não tenho resposta: será que esses jovens fãs que passam a amar incondicionalmente um artista/ banda da noite para o dia também vão deixá-los de amar com a mesma rapidez?

Capa da Atrevida é eleita 2ª melhor de 2010

15 set 2010 Em: Blog

Nesta terça-feira, 14/9, a capa de abril da revista Atrevida foi eleita a 2ª melhor do ano pela Aner. A escolha foi feita por meio de voto do público. Em primeiro lugar, ficou a Época (com uma capa sobre jovens x drogas) e, em terceiro, a Superinteressante (com uma capa sobre o amor).

As três revistas estavam em um grupo com outras 13 publicações escolhidas pelo júri da Aner, dentre elas, Veja, Marie Claire, Criativa, Claudia Bebê, Rolling Stone, Nova Escola, Maxim e Elle.

Achei muito válida a decisão da Aner de colocar uma revista teen dentre as 16 pré-selecionadas e o mais interessante é que a Lady Gaga (grande vencedora do VMA 2010) estampava também a capa da Criativa que participava do concurso.

Outro ponto a se destacar é que a redação da Atrevida fez uma campanha no Twitter para angariar votos para o concurso – atitude elogiada pela Aner! O bom disso tudo é que, como comentado em muitos painéis do IV Fórum da Aner, a internet vem se tornando uma ótima aliada das revistas, seja como meio de divulgação do produto em si, seja como interação com o leitor (ainda mais em se tratando de um público jovem).

E viva às revistas!

O blog

Há mais de cinco anos, escrevo para adolescentes. Adoro falar com este público e entender o que se passa nas cabeças e nas vidas dos teens. Por isso, aqui, vou falar de tudo o que envolve este universo.


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