Na madrugada de segunda-feira, 26/7, rolou no Twitter, via twitcam, um caso que gerou polêmica na rede: um adolescente de 16 anos bolinava uma amiga de 14 anos para que milhares de usuários pudessem ver. Segundo informações do blog de Conceição Oliveira, 25 mil espectadores assistiram ao vivo às cenas do vídeo, cujas imagens e fotos geradas se espalharam rapidamente pela rede. O garoto em questão mantinha na rede social o perfil @damzinho e foi acusado de ser pedófilo por muitos que o assistiram.

Para resolver este pequeno engano, @damzinho não titubeou: apagou seu primeiro perfil, criou outro e, nele, ao lado da amiga bolinada, explicou (também via twitcam), que a garota estava “apenas” pagando uma aposta. Os dois estavam jogando Uno e ela perdeu, então, teve de se submeter a essa situação constrangedora.

Situação constrangedora para mim e para muitas outras pessoas. Não para o casalzinho teen. Para eles, não importa. Simples assim. Tudo o que grande parte dos adolescentes quer hoje é se tornar celebridade e não importa o preço que paguem por isso. Também não importa se é por 15 minutos, uma madrugada, um dia ou um mês. E as redes sociais, claro, são as ferramentas perfeitas para que atinjam este objetivo.

O caso @damzinho faz parte de um fenômeno que vem se disseminando ultimamente, o sexting. O termo origina-se da união de duas palavras em inglês: sex + texting (envio de mensagens) e representa o que muitos jovens vêm fazendo hoje em dia: usam celulares, câmeras, redes sociais, messengers, e-mails, etc, para produzir e enviar fotos e/ ou mensagens sensuais. O grande problema disso é que outras pessoas tenham acesso e passem a divulgar esses dados na rede – o que (sabe-se muito bem) não é difícil de acontecer.

Na Atrevida, costumamos sempre orientar as leitoras com relação aos perigos na rede e, ao mesmo tempo, falar das consequências da exposição sem critérios. Mas também é preciso que os pais fiquem de olho nisso. Fizemos uma enquete simples com nossas leitoras recentemente e descobrimos que, dentre as 233 adolescentes que responderam à pergunta “Você conversa sobre sexo com seus pais?”, 39% disseram que não. Ainda é um número grande, considerando-se que estamos em 2010! Porém, não basta dialogar apenas sobre sexo. Está cada vez mais claro que, para a “geração BBB”, é preciso falar também sobre o sexo relacionado à superexposição.