amor_virtual

Está sendo cada vez mais comum receber e-mails com dúvidas sobre namoros virtuais na redação da Atrevida. Todos os dias, chegam dezenas de perguntas sobre relacionamentos amorosos e sexo, mas nunca vi tantos questionamentos ligados a esse assunto.

Confesso que, no início, o tal namoro virtual me deixava com a sensação de que tudo era “de mentira”, de que os jovens não estavam mais tendo contatos sociais cara a cara e que isso dificultava sua vida entre pessoas.
Entrevistas com psicólogas e consultas a algumas pesquisas me fizeram entender melhor esse tipo de relacionamento dos adolescentes e acho interessante compartilhar aqui essas minhas descobertas.

Antes de tudo, é preciso entender que, atualmente, vive-se um outro mundo. A atual geração de jovens e adolescentes (de classes A, B e C em sua maioria) já nasceu sabendo usar computador e, por isso, para eles, esse tipo de relacionamento virtual, seja o de amizade ou amoroso, é algo que simplesmente faz parte da vida.
De acordo com alguns psicólogos, esses namoros ou ficadas on-line podem ser uma espécie de treino para a “vida real”, tanto no momento da aproximação (do famoso xaveco) quanto na hora do fora.

Além disso é preciso entender que as paqueras da escola, antes alimentadas pelo telefone (com fio), hoje são fomentadas pelos torpedos (até o momento de se chegar em casa), messenger, Twitter, Orkut e Facebook.

É claro que é nossa função orientar esses jovens com relação aos chamados fakes (na redação já vi muitos casos desses) e até mesmo de um possível cyberbullying. Por outro lado, é preciso entender que era digital realmente está mudando o comportamento das pessoas, a começar pelos jovens. E que isso não significa necessariamente um afastamento da realidade, é simplesmente uma forma diferente de vivenciar as primeiras experiências da adolescência.