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Na edição de maio da revista Atrevida, escrevi uma pequena matéria sobre as chamadas pulseiras do sexo. O assunto voltou à tona depois do estupro de uma garota em Londrina, no Paraná. Não se sabe se foram as tais das pulseiras que motivaram a agressão, mas as evidências indicam que sim.

Para explicar às leitoras como agir diante desta polêmica, entrevistei a psicóloga Cristiana Romualdo, orientadora do Instituto Kaplan. Ela disse que a adolescente deve arcar com as consequências dos seus atos. Ou seja, se a menina sair por aí usando as pulseiras, tem que saber o que pode vir a acontecer, caso se depare com um amigo mais, digamos, empolgado.

Coloquei essa declaração no texto, concordando com o que a psicóloga disse. Afinal, a função da revista é essa: informar e fazer a garota pensar no que fez ou no que pretende fazer.

Tenho certeza de que a maioria das adolescentes não assumiria o risco e, sim, guardaram suas pulseiras no fundo da gaveta. Mas será que aquelas que continuam a andar por aí com os “acessórios” têm a real noção do perigo que correm? Eu acho que não.