Esta temporada do seriado Malhação, da Rede Globo, será retirada do ar antes do prazo previsto devido aos baixíssimos índices de audiência. Nem Fiuk, que já era conhecido entre as adolescentes por meio de sua banda, a Hori, conseguiu levantar o Ibope da novela.

Há cerca de duas semanas recebi da assessoria de imprensa da emissora uma breve sinopse da nova temporada que, segundo eles, promete ser completamente diferente. Após ler o texto, sinceramente, não achei encontrei nada novo. É claro que será preciso aguardar a estreia, antes de se emitir uma opinião, porém, quero enumerar aqui alguns exemplos que, em minha opinião, provam porque, se continuar assim, a Malhação está fadada ao fim.

1. Os triângulos amorosos são extremamente bizarros porque os vilões tomam atitudes insanas, situações jamais vividas por adolescentes reais. Quando a Malhação deixou de ser academia e passou a ser colégio, os triângulos era muito mais sensatos.

2. As gírias e o estilo carioca de ser são cada vez mais evidentes na trama. Não acho isso um problema, desde que não se torne uma constância – e é o que vem ocorrendo há muitas temporadas.

3. Os adolescentes da história passam por situações completamente fora da realidade padrão. Antes, o que tornava o seriado interessante eram os dilemas e os problemas comuns a essa fase: primeira transa, amizades complicadas, decepções amorosas, aborto e, até mesmo, Aids. Óbvio que muitos desses temas são tratados hoje em dia, mas de um modo superficial, até mesmo que “obrigatório”.

4. Tentar imitar seriados e filmes americanos de sucesso, numa miscelânea sem sentido algum e fora do contexto brasileiro, não adianta em nada. Isso só torna os personagens “forçados” e afasta o telespectador-alvo, que não é ingênuo como parecem julgar ser.

5. Por último, parece claro que a Globo tem medo de ousar e acaba caindo sempre na mesma história sem graça de sempre. Não basta mudar os atores, ou escolher o vocalista carismático de uma banda para ser protagonista se o roteiro não mudar.